Homem é investigado por envenenar cachorro para fazer animal ‘parar de latir’

Mar 10, 2026 - 22:00
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Homem é investigado por envenenar cachorro para fazer animal ‘parar de latir’

Um homem é investigado por envenenar uma cadela da raça pastor-alemão para fazer o animal “parar de latir” na região da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo.

O caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pelo 13º Distrito Policial (Casa Verde), que informou o nome do autor da ação como Júlio Cezar Almeida Ramos, de 52 anos, após análise das câmeras de segurança na rua.

Segundo as imagens, a situação teria acontecido no dia 14 de dezembro de 2025, por volta das 20h. O homem, identificado como Júlio Cezar Almeida Ramos, sai de sua casa e caminha em frente ao portão onde a cadela, chamada de Safira, se encontrava. Ele ultrapassa a casa por poucos metros e retorna para jogar o veneno, chamado popularmente de “chumbinho”. Nos vídeos, ainda é possível comprovar que Safira logo ingere o veneno.

Veja o vídeo do momento

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse em nota que o suspeito já prestou depoimento. “A equipe da unidade identificou e colheu o depoimento do suspeito. Demais diligências seguem em andamento para a devida responsabilização do investigado pelo crime de maus-tratos a animais”, escreveu.

O crime é previsto pela Lei de Crimes Ambientais, que pode variar entre 3 meses a mais de 5 anos de prisão, além de multa e proibição da guarda de animais.

Paulo Henrique Silva Santos, advogado de Letícia, tutora da cadela, disse que no depoimento dado por Júlio, o vizinho confessa o crime ao admitir ter jogado o “chumbinho” mas que em nenhum momento teve a intenção de matar a cadela, apenas para fazer o animal “parar de latir”.

A tutora percebeu que Safira estava passando mal cerca de 40 minutos depois do ocorrido. O animal ficou internado, se recuperou e passa bem.

Santos também afirmou que a defesa da tutora está “preparando uma ação indenizatória em nome da Letícia”, ação que busca reparação financeira pelos danos causados pelo investigado. Segundo o advogado, o inquérito policial deve ser encaminhado ao Ministério Público na próxima semana, quando terá os próximos desdobramentos.

Procurada, a tutora Letícia preferiu não se manifestar sobre o assunto.

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